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Unidade Básica de Saúde de São Joaquim Distrito de Januária

 

Quem já se consultou em uma sala de presídio?
É isso que está acontecendo no distrito de São Joaquim a pelo menos uns 02 anos.
Como o predio da unidade basica de saude está caindo aos pedaços o atendimento está sendo feito no prédio da delegacia de polícia que por sua vez nunca esteve em funcionamento para combater a criminallidade na região do distrito.
O médico que atende na unidade básica de sáude de São Joaquim juntamente com os agentes de saúde tiveram que mudar o atendimente para uma sala no presídio, onde os pacientes são atendidos atrás das grades!
Um grande descaso para o distrito e comunidade que o compõe, a população por sua vez se cala por está tendo atendimento pelo menos na delegacia.
Um paciente que prefere não se identificar, disse:
“Antes ser atendido na cela do que ter que ir para januária já que a prefeitura não esta nem ai para reformar o prédio que está caindo”.
Porém poucos sabem que alguma providência já devia ter sido tomada.

Mais detalhes na próxima postagem aguardem.

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Sobre Loreci Farias

Sou Professor e Auxiliar de secretaria.

Discussão

6 comentários sobre “Unidade Básica de Saúde de São Joaquim Distrito de Januária

  1. Que história impressionante! Há fotos? Importante realçar que as imagens devem preservar a identidade dos pacientes.

    Publicado por amandarossi | fevereiro 12, 2012, 6:00 am
  2. Oi, Loreci. Isso, ver fotos de ambos locais seria muito útil. Apesar do relato impressionante, imagens valem mais do que qualquer palavra. Ver com os olhos ao vivo, melhor ainda. Vídeos feitos num celular ou uma câmera digital também seria uma boa. Que tal também entrevistas os usuários do sistema público de saúde?

    Lembro que há 4 anos passei algumas noites no pronto socorro do Hospital das Clínicas, famoso mais pelas técnicas avançadas de tratamento do que por seus problemas e divisão de classe, por causa de um acidente que meu irmão sofreu. Foi uma das experiências mais chocantes da minha vida e passei a valorizar muito mais uma das profissões que eu já valorizava, a dos médicos, enfermeiros e outros profissionais que lidam com pessoas nessas situações de aflição.

    Na época eu tinha um celular muito simples, que não dava para gravar bem, então acabei não fazendo – meu foco também estava todo concentrado no meu irmão -, mas é muito importante que alguém o faça um dia.

    Todas as vezes que tenho ou tive que usar um hospital público, muitas vezes acompanhando pessoas da minha família, é aquela apreensão de passar por toda aquela situação novamente. Se não tivermos relatos como esse, se não mostrarmos a situação como ela realmente é, é pouco provável, porém não impossível, que uma minoria privilegiada – isso inclui os jornalistas das grandes mídias, em geral pouco audazes e medrosos – se preocupará em resolver esses problemas de uma maioria muda.

    Espero ver outros relatos e mais mídias sobre a situação dos hospitais e postos de saúde da sua cidade. Se houver um impacto para uma mudança de política pública aí por causa desse trabalho, será que não teremos outras cidades no países que poderão seguir o exemplo de Januária?

    Publicado por Tom | fevereiro 12, 2012, 1:12 pm
    • Bom caro amigo,
      Digamos que se pelo menos 70% das pessoas quem utilizam unidades publicas de saúde penssassem como nós, seria bem melhor e/ou melhoraria de alguma forma, pois os politicos só passam a agir depois que as pessoas começam a cobrar. E como reporter cidadão é mweu dever fazer este tipo de alerta para as pessoas vejam que so cobrando para conseguir. Politico é igual caro velho só pega no tranco!!!
      Obrigado por acessar!!!! e volte sempre!!!

      Publicado por loreci | fevereiro 13, 2012, 8:00 pm
      • Desejo uma boa sorte no seu trabalho, Loreci. Esse é um problema de natureza maior e mais geral: é muito difícil para as pessoas se colocarem no lugar das outras. Por exemplo, a maior parte do meu círculo social, os que conseguiram entrar numa faculdade e se formar nos 4 anos (o tempo ideal no curso que fiz), eram de classe média alta. São pessoas com um bom senso crítico (até certo ponto) e boa capacidade de articulação (uma rede de influência razoável), mas eles em geral não se importam com essas questões de interesse público que diz respeito a uma maioria justamente por viverem em sua bolha e tenderem a se esconder do que está além da zona de conforto.

        Por que alguém que está no seu trabalho numa empresa de São Paulo que paga seu plano de saúde vai se importar com quem usa o SUS?

        Por outro lado, uma maioria que usa o sistema público tem uma noção pouco clara que muito dinheiro do seu trabalho vai para impostos que deveriam estar sendo melhor distribuídos para o bem estar social da sociedade em que vive, mas sabemos que isso não ocorre (espero que em breve consiga mapear para onde vai esse dinheiro). Essa noção também é pouco clara para quem vive dentro da bolha, é verdade, mas no último caso eles tiveram, em média, um acesso a mais informações que poderiam conscientizá-los melhor do contexto no qual se inserem. Aí que entra a responsabilidade de uma minoria privilegiada, mas muitos desses tão é mais preocupados apenas com o que ocorrer dentro da bolha e com seus umbigos. Como exemplo, quanta gente não vejo aqui numa das maiores universidades de São Paulo falar que se preocupa com o social, que protege as criancinhas, mas vai na favela ao lado dessa mesma universidade comprar a maconha das crianças que não têm estrutura familiar alguma para estimularem a ida às escolas e a uma perspectiva de vida mais ampla?

        Até surgem algumas poucas almas com boas intenções(?), mas minha impressão é que muitos tendem a agir por modinha, por aparência, para ter seus nomes e fotos naquelas premiações de gente importante de dentro da bolha que diz se preocupar com o social, entre outras justificativas da sociedade do espetáculo.

        Por fim, continuarei lendo o blog de vocês e espero que possam causar alguma diferença na sua cidade e estimular outras. Conheci dois do grupo recentemente no Rio e tomara que o trabalho de vocês possa se multiplicar em breve. ;)

        Continue o bom trabalho.

        Publicado por Tom | fevereiro 13, 2012, 8:37 pm
  3. Na Varzea Bonita é pior ainda…

    Publicado por Diego | fevereiro 12, 2012, 2:19 pm
  4. Verdade !!! Conheço realidade de Várzea Bonita atualmente trabalho lá…. lá nem médico ñ tem para atender os paciêntes. Bom Diego obrigado por ter acessado, volte sempre!!!

    Publicado por loreci | fevereiro 13, 2012, 8:05 pm

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